Certificação de ARLA 32 passo a passo: da escolha da modalidade à manutenção

Certificação de ARLA 32 passo a passo: da escolha da modalidade à manutenção

Navegação rápida
– Quem precisa certificar
– Etapa 1: a modalidade
– Etapa 2: o modelo de certificação
– Etapa 3: a auditoria do sistema de gestão
– Etapa 4: os ensaios em laboratório
– Etapa 5: o registro no Inmetro
– Etapa 6: a manutenção
– O rótulo do envasilhado
– Onde a Merkato entra

A certificação do ARLA 32 é compulsória no Brasil. Quem fabrica, importa, distribui ou vende o produto, de graça ou não, precisa dele certificado, conforme o art. 5º da Portaria Inmetro nº 213/2021, em vigor desde 1º de junho de 2021.

O caminho tem seis etapas, e o certificado emitido ainda não libera a venda. Quem só descobre isso no fim fica com o produto pronto no tanque ou no estoque, sem poder vender.

Quem precisa certificar

A regra vale para o ARLA 32 usado em veículos a diesel, vendido a granel ou envasilhado (art. 3º, parágrafo único). Fabricante e importador respondem pela conformidade do produto. Os demais elos da cadeia, incluindo o comércio físico e virtual, precisam manter a integridade do produto e das marcações obrigatórias (art. 4º).

A certificação não tira do fornecedor a responsabilidade pelo desempenho do produto (art. 5º, §2º).

Etapa 1: a modalidade

Tudo começa por uma pergunta simples: você vende a granel, envasilhado ou nas duas formas? Para a portaria, granel é o produto em contentor com capacidade acima de 3.000 litros (Anexo I, item 4.3). Abaixo disso, com embalagem própria, é envasilhado (item 4.4).

A certificação é feita por unidade fabril, linha de produção e modalidade (item 1.1.2). Quem atua nas duas formas conduz um processo para cada modalidade (nota 1). E quem fraciona produto já certificado por outro fornecedor precisa de uma certificação nova (notas 2 e 3).

A modalidade já entra na solicitação formal ao organismo de certificação de produto, o OCP (item 6.2.1.1).

Etapa 2: o modelo de certificação

A portaria prevê dois modelos (item 6):

  • Modelo 5: ensaios em amostras coletadas no fabricante e auditoria do sistema de gestão da qualidade (SGQ), seguidos de manutenção periódica com novas coletas e novas auditorias;
  • Modelo 1b: ensaio de lote.

No granel, só o Modelo 5 é aceito (item 6.1.1). No envasilhado, a empresa escolhe entre o Modelo 5 e o Modelo 1b (item 6.1.2).

A escolha muda a rotina da empresa pelos próximos anos. No Modelo 1b, o OCP confirma a identificação de um único lote, e produtos de fábricas ou linhas diferentes não podem compor o mesmo lote (itens 6.2.2.2 e 6.2.2.3).

Etapa 3: a auditoria do sistema de gestão

No Modelo 5, o OCP audita o SGQ na unidade fabril, cobrindo o processo produtivo da modalidade certificada (item 6.2.3).

No granel, a auditoria acontece na fábrica ou na instalação que manipula a solução final de ARLA 32 (item 6.2.3.1.1). Quem vende a granel ao ponto de revenda também precisa mostrar que o transporte, da expedição à descarga, segue os itens 8.4 e 8.5 da ABNT NBR ISO 9001 (item 6.2.3.1.2).

Etapa 4: os ensaios em laboratório

O OCP coleta as amostras e responde por elas (item 6.2.4.2.1). Cada amostra tem 3 litros, divididos em prova, contraprova e testemunha (item 6.2.4.2.2). No granel, a coleta acontece em todos os tanques de expedição da planta (item 6.2.4.2.5); no envasilhado pelo Modelo 5, na expedição do fornecedor ou do envasilhador (item 6.2.4.2.3).

O laboratório avalia todos os requisitos da ABNT NBR ISO 22241-1, pelos métodos da ABNT NBR ISO 22241-2 (item 6.2.4.1). Na mesma etapa, o rótulo do envasilhado é conferido contra o Anexo B.

Com a avaliação concluída, o OCP emite o certificado, que informa a modalidade e, no envasilhado, a capacidade das embalagens (item 6.2.6.2). A validade é de 4 anos, em qualquer modalidade (item 6.2.6.3).

Etapa 5: o registro no Inmetro

O certificado emitido ainda não basta. Depois da certificação, o produto precisa ser registrado no Inmetro (art. 6º). Sem registro, ele não usa o selo de identificação da conformidade nem pode ser disponibilizado no mercado (art. 6º, §1º).

O selo vai no rótulo principal e no lacre, quando aplicável. No granel, vai nos lacres dos bocais de carga e descarga (Anexo II). Para quem importa, há mais um passo: o licenciamento de importação não automático, com anuência do Inmetro (art. 7º).

Etapa 6: a manutenção

O certificado de 4 anos não fica na gaveta. No Modelo 5, a auditoria de manutenção acontece a cada 12 meses, contados da emissão do certificado (itens 6.3.1.1.1 e 6.3.1.2). O fornecedor também avalia todos os requisitos da ABNT NBR ISO 22241 uma vez por ano e guarda os registros, que o OCP confere na auditoria (item 6.3.1).

As coletas continuam durante toda a validade:

Modalidade Onde Frequência
Granel Tanques de expedição e ao longo da cadeia A cada 6 meses (item 6.3.2.2.1.1)
Envasilhado Expedição do fornecedor A cada 6 meses (item 6.3.2.2.2.1)
Envasilhado Comércio A cada 3 meses (item 6.3.2.2.2.1)

A recertificação ocorre a cada 4 anos e precisa terminar antes do vencimento do certificado (item 6.4).

Durante todo esse tempo, o produto está sujeito à vigilância de mercado. Quando o Inmetro pede informações, o fornecedor tem até 15 dias para responder (art. 10).

O rótulo do envasilhado

O rótulo é conferido já nos ensaios iniciais (item 6.2.4.1), então vale revisá-lo antes da coleta. As informações precisam ser indeléveis, visíveis, legíveis a olho nu e em cor que contraste com a embalagem (Anexo B, item B.1). O mínimo obrigatório (itens B.2 a B.6):

  • nome e CNPJ do fabricante, fornecedor, envasilhador ou importador;
  • selo do Inmetro no rótulo principal e no lacre, quando aplicável;
  • data de fabricação (mês e ano), número do lote e origem;
  • composição, instruções de uso e prazo de validade;
  • frases de advertência, primeiros socorros e cuidados com o meio ambiente;
  • SAC e conteúdo da embalagem;
  • responsável técnico com registro no conselho profissional;
  • material da embalagem e símbolo de reciclagem.

A frase “ATENÇÃO: Manter fora do alcance de crianças e animais domésticos” é obrigatória, com “ATENÇÃO” em letras maiúsculas (item B.3.1).

Onde a Merkato entra

O Faustino Júnior, sócio da Merkato Consultoria, é especialista em certificação de ARLA 32. Com a equipe, ele ajuda a definir modalidade e modelo, organizar o sistema de gestão, revisar o rótulo e planejar os 4 anos de manutenção. A Merkato atende empresas de todo o Brasil.

A decisão sobre o certificado continua com o organismo de certificação. O papel da consultoria é chegar a cada etapa com a empresa preparada.

Vai certificar ARLA 32 ou revisar a sua certificação? Fale com a Merkato.

📞 +55 (85) 98607-1530 · 📧 contato@merkatoconsult.com.br · 🌐 www.merkatoconsult.com.br

Fonte principal: Portaria Inmetro nº 213, de 06/05/2021, em vigor desde 01/06/2021 (inmetro.gov.br/legislacao). Normas citadas apenas por referência: ABNT NBR ISO 22241 (partes 1 a 3) e ABNT NBR ISO 9001. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a leitura da íntegra da portaria nem a análise específica da sua operação.

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