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Nem todo veículo a diesel usa ARLA 32. Em geral, o produto é exigido em modelos equipados com sistema SCR (Redução Catalítica Seletiva), tecnologia amplamente utilizada em caminhões e ônibus e cada vez mais presente em picapes, SUVs e utilitários a diesel mais recentes. Neste guia, você vai entender quais veículos normalmente usam ARLA 32, como confirmar essa necessidade no manual do fabricante e o que acontece quando o abastecimento é ignorado.
O uso do ARLA 32 se tornou obrigatório no Brasil a partir de 2012, com a entrada em vigor da fase P7 do Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores). Desde então, fabricantes de veículos a diesel passaram a adotar tecnologias de controle de emissões, principalmente o sistema SCR, que depende do ARLA 32 para funcionar corretamente. No entanto, ainda existem dúvidas sobre quais veículos realmente precisam desse fluido e quais não utilizam essa tecnologia.
Caminhões e ônibus com tecnologia SCR
Os veículos pesados são os principais consumidores de ARLA 32 no Brasil. Caminhões e ônibus fabricados a partir de janeiro de 2012 passaram a atender ao Proconve P7, equivalente ao padrão Euro V. Nesses modelos, o sistema SCR foi adotado em larga escala para reduzir as emissões de óxidos de nitrogênio (NOx).
Na prática, praticamente toda a frota moderna de transporte rodoviário de cargas e passageiros utiliza ARLA 32. Entre as principais marcas e linhas de veículos que normalmente utilizam essa tecnologia estão:
Scania
- Linha P
- Linha G
- Linha R
- Linha S
- Super
- XT
Volvo
- FH
- FM
- FMX
- VM
Mercedes-Benz
- Accelo (versões equipadas com SCR)
- Atego
- Axor
- Actros
- Arocs
Volkswagen Caminhões e Ônibus
- Delivery (algumas versões)
- Constellation
- Meteor
Iveco
- Daily (algumas versões)
- Tector
- Hi-Road
- Hi-Way
- S-Way
DAF
- CF
- XF
- XG
- XG+
Foton
- Auman
Transportadoras que não fazem o uso correto do ARLA 32 ficam sujeitas a penalidades legais e também podem enfrentar custos elevados de manutenção devido ao funcionamento inadequado do sistema SCR.
Veículos leves a diesel, caminhonetes e SUVs
Durante muitos anos, a maior parte dos veículos leves a diesel utilizou apenas o sistema EGR (Recirculação dos Gases de Escape), dispensando o uso do ARLA 32. Entretanto, com a evolução das normas ambientais, diversos fabricantes passaram a adotar a tecnologia SCR também nesse segmento.
Hoje, várias picapes e SUVs comercializados no Brasil utilizam ARLA 32, especialmente nas versões mais recentes. Entre os principais modelos encontrados no mercado brasileiro estão:
Picapes e utilitários
- Toyota Hilux (versões mais recentes equipadas com SCR)
- Ford Ranger (nova geração)
- Chevrolet S10 (algumas versões recentes)
- Mitsubishi L200 Triton
- Nissan Frontier (algumas versões)
- Ram Rampage Diesel
- Ram 2500
- Ram 3500
- Volkswagen Amarok (dependendo da geração e motorização)
- Iveco Daily (algumas versões)
SUVs e veículos premium a diesel
- Toyota SW4
- Jeep Commander Diesel
- Land Rover Defender Diesel
- Land Rover Discovery Diesel
- Range Rover Diesel
- BMW X3 Diesel
- BMW X5 Diesel
- BMW X7 Diesel
- Mercedes-Benz GLE Diesel
- Mercedes-Benz GLS Diesel
- Audi Q7 Diesel
- Porsche Cayenne Diesel (veículos importados)
É importante destacar que nem todas as versões desses veículos utilizam ARLA 32. Algumas gerações anteriores adotam apenas o sistema EGR. Por isso, a forma mais segura de confirmar a necessidade do fluido é consultar o manual do proprietário ou verificar se existe um reservatório específico para ARLA 32 no veículo.
Quais veículos normalmente não usam ARLA 32?
Em geral, não utilizam ARLA 32:
- Automóveis flex ou movidos exclusivamente a gasolina;
- Veículos híbridos não equipados com motor diesel;
- Caminhões e ônibus mais antigos, anteriores às exigências do Proconve P7;
- Picapes e SUVs diesel de gerações mais antigas equipados apenas com sistema EGR;
- Máquinas e equipamentos agrícolas mais antigos que não utilizam SCR.
O que acontece se não usar ARLA 32 em veículos obrigados?
Rodar sem ARLA 32 em um veículo equipado com tecnologia SCR não é apenas um descuido técnico, mas também uma infração às exigências ambientais. O sistema foi projetado para identificar a ausência do fluido, podendo limitar automaticamente o desempenho do motor e, em muitos modelos, reduzir significativamente a potência disponível. Do ponto de vista regulatório, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) classifica essa prática como infração grave. O veículo pode ser retido em fiscalização, e o condutor está sujeito a multa.
Além disso, a falta do ARLA 32 pode causar danos ao catalisador e aos componentes do sistema SCR, aumentar as emissões de poluentes e comprometer a garantia do fabricante.
Como saber se o meu veículo usa ARLA 32?
Existem algumas formas simples de identificar essa necessidade:
- Consulte o manual do proprietário;
- Verifique se o veículo possui um reservatório identificado como ARLA 32 ou AdBlue;
- Observe se há um indicador luminoso ou nível de ARLA 32 no painel;
- Confirme a informação junto à concessionária ou fabricante.
Como regra geral, todo veículo a diesel equipado com sistema SCR necessita do abastecimento periódico com ARLA 32.
Como a Merkato pode ajudar?
Na Merkato Consultoria, orientamos fabricantes, distribuidores e gestores de frota sobre as melhores práticas regulatórias relacionadas ao ARLA 32, além de oferecer suporte em implantação de processos, treinamentos, qualificação de fornecedores e atendimento às exigências ambientais e do Inmetro.
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A Merkato é uma empresa de Consultoria Regulatória com atuação em todo o Brasil. Temos como foco principal oferecer e desenvolver soluções completas e sob medida para nossos clientes. Somos especialistas em ARLA 32, com projetos desenvolvidos em todo o Brasil.





